terça-feira, 25 de junho de 2013

Reflexões

Estava aqui a reparar, e passaram mais de 6 meses após a minha última publicação neste blog. Realmente, foram 6 meses de muito trabalho, nomeadamente (este termo nem é correcto, já que estudar é unicamente o que faço) a Faculdade. Quanto à faculdade em si, é engraçado pensar que neste momento irei transitar para o 4º ano de Licenciatura. 4º Ano; parece que foi ontem que estava abismado/assustado/maravilhado com o fascinante e desconhecido mundo do Direito. Entre esse momento e o dia de hoje, tanta coisa mudou! E, felizmente, para o melhor. Mas este post não será sobre isso. Nem muito menos será sobre o estado (deplorável) em que a nossa sociedade se encontra. Para isso existem numerosas e melhores opiniões que as minhas. O que a mim me interessa é o que, na verdade, interessa a todos. As coisas do dia-a-dia. Os pensamentos mundanos que todos sentimos, numa espécie de círculo vicioso inter-geracional. E, como já tinha feito há cerca de um ano ou dois, isso resume-se a uma série de pensamentos/conclusões que me permito a retirar do que me acontece diariamente. Assim o farei.

(i) Em primeiro lugar, o Amor. O que é esse misterioso sentimento, que a tantos tormenta e a outros tantos enche de felicidade? Sinceramente, tenho-vos a dizer que não faço a mínima ideia do que seja. Contudo, tenho algumas considerações a fazer sobre a forma através da qual lidamos com ele. De facto, cheguei à conclusão que o amor perfeito é uma utopia. E não digo isto no sentido poético do termo; digo-o porque o o amor perfeito - mesmo quando existe - cansa. Toda a história, todo o personagem principal necessita de um lado trágico para a sua peça magistral, e é isso que se passa com toda a gente. Amar é sofrer, é perder as estribeiras; é viver em função de alguém, para além e sob quaisquer circunstâncias. Isso leva-me ao facto de não devermos levar a peito o facto de alguém não ter os mesmos sentimentos que nós. É uma pena, irá deixar-nos miseráveis. Mas valerá condenar a contra-parte à penosa companhia de alguém que no fundo não quer? Não me parece. Todos merecemos ser felizes ao pé de quem gostamos. Quanto a isso, também me parece importante um facto: reconhecer uma oportunidade de ter uma relação duradoura. Caríssimos, sei bem como a aparência é importante. Contudo - e dando de barato que todos nós escolhemos os nossos parceiros em virtude (nem que seja inicialmente) da sua aparência - a aparência apenas é relevante até certo ponto. Haverá lá algo melhor que o facto de podermos ser verdadeiramente nós, sem as barreiras mundanas que colocamos à nossa própria personalidade, com alguém que admiramos, amamos e com a qual sentimos um enorme felicidade de estar e um aperto agoniante no coração quando estão longe? Acho que não. O amor tem a ver com os momentos. Mais rapidamente lembraremos aquele dia debaixo do cobertor em que nos deliciámos a ouvir a respiração da nossa cara-metade enquanto dormia, o seu cabelo ou o cheiro sem o qual podemos passar. Por isso, não desesperem por alguém que não vos querem. Tenham presentes duas coisas: Em primeiro lugar, ninguém é eterno; a Vida tem o condão de, quando menos esperamos, nos colocar à frente ocasiões/pessoas que são perfeitas para nós. Tenhamos, então, a coragem de agarrar essas oportunidades! Depois, a procura da alma-gémea não deve ter que ver com aparência ou gostos. É instantâneo. Procurem uma pessoa que vos encha o coração, que faça sentir especial, feliz mas, mas importante, uma pessoa com a qual possam ser apenas vocês: sem filtros, sem barreiras. Cúmplices na vossa individualidade.

(ii) Em segundo lugar, o esforço de trabalhar. Ao longo do meu percurso académico, posso orgulhosamente afirmar que passei por todos os estágios que podem assolar um aluno. Quem está na mesma área que eu, saberá o quão intensa pode ser a Faculdade. De facto,durante 10/11 meses, dormimos e respiramos Direito. Ocupa - literalmente - quase todos os momentos na nossa cabeça! Isso deu-me uma perspectiva sobre qual a melhor atitude a tomar. A primeira é a mais óbvia: Esforço. Muito esforço. De facto, e falando apenas no meu "peixe", o sucesso exige (para além de outras variáveis) muito esforço, perseverança; é fácil conformar-mo-nos  com o nosso triste fado. Mas não tem que ser assim. Importante é, apesar de podermos estar constantemente a ser mandados abaixo, nunca desistirmos dos nossos verdadeiros objectivos. A segunda, é um conselho: nem tudo é Faculdade. Às vezes o segredo está em - juntamente com o esforço, leia-se - encarar as coisas com calma. Muita da complexidade das coisas somos nós que a criamos. Por isso, o importante é esforcarmo-nos bastante e encarar as coisas (nomeadamente, as disciplinas) com calma e apreciá-las pela sua beleza. Verão que assim tudo se torna mais fácil.

Por hoje fico-me por aqui. Poderia escrever sobre a maravilhosa família que tenho em casa ou sobre os meus Amigos que, na verdade, são os melhores que podia ter. Mas não me parece que isso seja necessário. Apenas vos desejo que encarem sempre a vida com um sorriso nos lábios. Afinal, só temos uma oportunidade para o fazer. Depois, livrem-se das pessoas que vos fazem mal. O pior prejuízo que podemos causar a nós próprios é dar valor a quem não nos valoriza; para além de ser uma perca de tempo, faz com que se perca o foco do que realmente importa. Por isso, "façam o favor de ser felizes!"

R

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